Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles (7 de novembro de 1901 – 9 de novembro de 1964).
Xiralúa é Laura Rey , gañadora do primeiro premio no III Certamen de Poesía da Biblioteca Pública da Coruña na categoría de galego coa poesía “Dime ti ! “ Dime ti! Escuma salvaxe! cantas máis vidas collen en ti? Non ficou a guerra ao marchar Onde está agora o arca de Noé? E que facer […]
Todo jardim começa com um sonho de amor. Antes que qualquer árvore seja plantada ou qualquer lago seja construído é preciso que as árvores e os lagos tenham nascido dentro da alma. Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles… Rubem Alves
The silhouette and the serenity of Lemaire . Instrumental music is what drew me to fashion shows in the first place, way before I cared about fashion. Some of the highest paid DJ’s mix music for the luxury fashion houses during Fashion Week. Hermes always had some fantastic soundtracks and that is how I discovered Christophe Lemaire, […]
The shadow of the pilgrim in the ‘Praza da Quintana’ in Santiago de Compostela arises mysteriously at night. Quando a noite cai, surge, misteriosamente, a sombra do peregrino na Praça da Quintana, em Santiago de Compostela.
One more week to go!! I already started listening to Christmas songs again. Whoops… Also, NaNoWriMo is nearly over and I’m getting a bit more sleep again. Nearly reached the word count, I’m at 45000!😀 Your photos this week show how many leaves are already gone. More on the ground than on the trees. For […]
It’s not this time of year without
The stress and the anxiety;
Hoping that it all turns out.
Okay — Sometimes I doubt
With all the pressures of society —
It’s not this time of year without
Snow and seeing white about –
The gentle flakes fall quietly.
Hoping that it all turns out —
Shoveling and children shout;
Snowballs lack propriety.
It’s not this time of year without
The baby Jesus — I’m devout —
His nativity, this piety —
Hoping that it all turns out. God came to earth without a shout,
No fame. No notoriety –
It’s not this time of year without
Hoping that it all turns out.
Every year I worry that this will be the year that I get so busy with the nonsense that I will forget to take time to really ponder the significance of Christ’s coming.
Here lives a nice family. They just had a boy. Their first child. His name is Edgar. He’s a good baby, doesn’t cry too much. At least not at night. Sleeps most the way through. His mother breastfeeds, I think. No, I don’t think. I’m positive, actually. The gas line runs right along the wall, […]
“(…)Menina atrasada da escola da mestra Silvina…(…)Vamos ver, agora, como faz a Coralina…Nesse tempo, já não era inzoneira. Recebi denominação maior, alto lá! Francesa.Passei a ser detraquê, devo dizer, isto na família.A família limitava, Jamais um pequeno estímulo.(…)Fui menina chorona, enjoada, moleirona.Depois inzoneira, malina.Depois, exibida. Detraquê.Até em francês eu fui marcada.Sim, que aquela gente do…
Are you the Sun? Who brightly shines regularly, Who gives life to every life form that receives your light? Who wakes up a well-rested soul from its slumber, And whose gentle light puts to sleep a tired body? Are you the Moon? Who reflects to everyone the light that you receive? Whose light depends […]
quase morremos e quase vivemos… por vezes somente sobrevivemos mas por cansarmos de não viver e não morrermos aceitamos a condição de ser o que somos um universo em expansão, pouco conhecido. então, que tal nos autoconhecermos.
Daniela Lima / “Mais de um século após a publicação de Reivindicação dos direitos da mulher, Nise via erguerem-se em tono de si muros semelhantes aos que separavam Mary Wollstonecraft de conquistar a cidadania plena. A conquista dos direitos pelas mulheres nunca é permanente. É necessário um estado de constante vigilância diante dos possíveis retrocessos. Nise não foi enviada à guilhotina, como aconteceu com Olympe de Gouges, mas teve que estremecer o muro tão sólido quanto invisível da falsa razão.”
A nosa veciña Helena Villar Janeiro, ademais de ser unha grande escritora, demostra ser unha estupenda mestra que se sabe adaptar a calquera medio. Tanto é así que a rede se converte para ela nunha estupenda aula virtual na que poder difundir e promover a nosa lingua. Ademais de aos seus máis de 5.000 amigos no Facebook, grazas ao seu caderno dixital, non só nos dá o seu punto de vista sobre a actualidade, senón que desenvolve un curso de galego coa metodoloxía que se emprega para ensinar calquera lingua. Falamos con ela sobre o tema.
Pense em uma igreja. Ela provavelmente será uma construção com algumas cúpulas, uma capela e cores sóbrias, não é mesmo? Não se vocês estiver pensando nesta incrível igreja abandonada na cidade de Youssoufia, no Marrocos, que foi coberta com muitas cores pelo artista Okuda San Miguel. A igreja se tornou um mural em 360º, que ganhou […]
Mais um verão, mais um outono, ó Parcas,
Para amadurecimento do meu canto
peço me concedais. Então, saciado
Do doce jôgo, o coração me morra.
Não sossegará no Orco a alma que em vida
Não teve a sua parte de divino.
Mas se em meu coração acontecesse
O sagrado, o que importa, o poema, um dia:
Teu silêncio entrarei, mundo das sombras,
Contente, ainda que as notas do meu canto
Não me acompanhem, que uma vez ao menos
Como os deuses vivi, nem mais desejo.
(Tradução de Manuel Bandeira)
Francisco Biojone, professor e artista plástico campineiro.
¨Nasceu em Campinas em 1934. Ainda criança, iniciou-se na pintura sob a orientação de professores acadêmicos. Rebelde, passou a pintar de uma forma particular, sem seguir as técnicas rígidas do academismo. Integrou o Grupo Vanguarda e tem seu nome citado na Grande Enciclopédia Delta Larousse, no Dicionário de Artes Plásticas no Brasil, de Roberto Pontual, e em outras publicações de artes no Brasil, Estados Unidos e Europa. Possui obras nos acervos dos Museus de Arte moderna de São Paulo, Belo Horizonte, MAC de Campinas, Pinacoteca do Estado e em coleções particulares no Brasil e no exterior. prêmios no Salão Paulista de Arte Moderna e na Exposição de Aquarelas Brasil-México.¨
Vejo-me triste, abandonada e só Bem como um cão sem dono e que o procura Mais pobre e desprezada do que Job A caminhar na via da amargura! Judeu Errante que a ninguém faz dó! MinhR…
Pensar é algo inquietante, sério e cansativo, mas que se faz necessário se quisermos minimizar as dificuldades durante a nossa existência. A imagem do Cérebro, abaixo, parece indicar a árdua tarefa que deve acompanhar os seres humanos.
Visite o blogue. Sinta-se à vontade. Você é muitobem-vind@!
Autoria e Propriedade Intelectual: Profa. Maria Lúcia Dário/2000
Licenciatura Plena em Filosofia/PUCC-1990MEC/SP: 181.789-LP
Refrão: Estudar é bom
Estudar faz bem
Pensar é bom
Se divertir também
Estrofe I: Amanhã vamos ao parque
Mas depois estudar
É preciso equilibrar
Quem estuda vai pra frente
Quem não estuda vai pra trás
Para ter uma vida boa
É preciso estudar
Estrofe II: Aqui tem filosofia
Uma matéria pra pensar
Penso antes de agir
Penso antes de falar
Estudo filosofia
E não tem enrolação
Para o bem eu digo “- sim”
Para o mal eu digo “- não”
Estrofe III: As pessoas, estudamos (Ética)
E também os animais (Ética Animal)
Somos super camaradas
Com os dois falados atrás
As histórias, as amamos
Cada povo e país (Antropologia)
É tão bom saber das ‘coisas’
A cidade conferir (Política)
Estrofe IV: Cientistas, estudamos… (Filosofia da Ciência)
E os artistas, nem dizer… (Filosofia da Arte)
Descobertas e Invenções
Novos mundos conhecer
Mas para sermos mais felizes
Só estudar é impossível
O equilíbrio é preciso
Divertir nossos sentidos
Em homenagem a todas as crianças que tenho conhecido ao longo dos últimos anos no Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Indaiatuba – Indaiatuba.SP
Um imenso abraço a tod@s e boa sorte! É o que lhes deseja, hoje e sempre,
Em homenagem a este Dia Internacional da Mulher, gostaria de reblogá-la, Profa. Helena. Quero deixar aqui a admiração que sinto pela senhora e por Rosalía, através da leitura de ambas, e através dessa afetuosa e prazerosa amizade que vimos compartilhando ao longo desses anos. Não me canso de lê-las e isto me faz um bem enorme.
Um beijo carinhoso, um forte abraço e um brinde a nós, as mulheres.
Flor de Santiago (México)
¨Acabamos de pasar a conmemoración do 150 aniversario da publicación de Cantares gallegos. O 2013 supuxo o desenvolvementos de estudos sobre Rosalía, pero aínda se van ir descubrindo aspectos que boten máis luz sobre a escritora universal que é considerada unha das mellores poetas –mulleres e homes- de todos os tempos.
Sabemos que naceu en Santiago de Compostela o 24 de febreiro de 1837 nunha casiña pobre do antigo “Camiño novo”, que daquela pertencía ao municipio de Conxo. Ela data Follas novas (1880) no día 23 de febreiro como día do seu aniversario porque naceu na madrugada do 24.
A meniña parecía destinada a ir parar á inclusa por ser filla de pais incógnitos, pero recolleuna súa madriña librándoa así dunha moi posible morte infantil dada a súa delicada saúde e a sorte que corrían a maioría das criaturas que alí ingresaban. Os seus pais eran en realidade o coengo José Martínez Viojo e a fidalga vida a menos Teresa Castro, vinculada cos antigos moradores do pazo de Arretén. A súa orixe, polo tanto, era anómala pois fora concebida sacrilegamente, algo que a sociedade da época vía con moi malos ollos. Esa foi a razón pola que non foi recoñecida ata que súa nai venceu todos os medos e lle deu á meniña a primeira lección de valentía.
Segundo a tradición, dúas irmás de seu pai levárona para a criaren nunha casiña de Ortoño, no lugar de Tarroeira, pero a permanencia de Rosalía na aldea durou menos tempo do que se pensaba (12 anos), pois sabemos xa que non estivo máis de cinco. En 1842 vivía con súa nai en Padrón, Rúa do Sol. Así que polas rúas de Padrón andou e xogou María Rita Rosalía coas outras meniñas ata que aos dez anos se trasladou a Santiago de Compostela.
¿Como foi a educación desta nena a quen parece salvar o destino o día do seu bautismo para que chegue a ser algo grande?
Rosalía pasa do mundo rural á vila de Padrón e vive dez anos en dous ambientes familiares moi distintos, aínda que os dous humildes economicamente e moi relacionados coa Galicia rural. O da familia paterna, un ambiente campesiño. O de súa nai, un ambiente de señorío sen diñeiro. Cando chega a Santiago, relaciónase coa xente culta que participa en “El Liceo de la Juventud” e socialízase culturalmente nun ambiente progresista. De Santiago marcha Madrid onde coñece a Manuel Murguía, co que casará en 1858. A partir daquela, Rosalía terá un compañeiro de altísima talla intelectual que tamén lla vai recoñecer a ela, un intelectual que a elixirá para levar a cabo a recuperación de Galicia que el ten na cabeza. A Rosalía vaille encomendar a dignificación da lingua. A Eduardo Pondal, encargaralle rebuscar nun pasado glorioso para lle dar a Galicia un espello onde mirarse para reconquistar o seu futuro.
Dos primeiros anos, en contacto directo coa paisanía en Ortoño e en Padrón, Rosalía aprende a sabedoría da lingua popular, a lingua propia de Galicia e as súas cancións, que son os restos dunha poesía oral herdeira das grandes cantigas medievais, de cuxa existencia ela non ten coñecemento. Sobre esta poesía vai construír os seus Cantares gallegos.
Na etapa marcadamente padronesa recibe a educación refinada que lle proporciona unha nai con menos cartos que restos de nobreza. Durante a estadía en Santiago de Compostela, recibe a mellor educación que unha muller da época pode acadar: cultura xeral ampla e formación artística multidisciplinar que lle permitía compoñer versos, saber solfexo, tocar varios instrumentos, debuxar e converterse nunha prometedora actriz. Posiblemente nesta etapa santiaguesa teñen lugar tamén os primeiros sentimentos amorosos e as primeiras decepcións, pois alí coñeceu e tratou a Aurelio Aguirre que lle dedicou versos louvadores da súa intelixencia e se cubriu de aureola romántica ao poñer fin á súa vida no mar de Orzán na Coruña.
En Madrid publica o seu primeiro libro, La flor, do que Manuel Murguía fai unha reseña. Uns meses máis tarde, casan e manteñen durante a vida en común –el sobreviriraa moitos anos- unha grande colaboración cultural. Rosalía fórmase na súa biblioteca, coñece os grandes intelectuais europeos da época e ponse en relación coa literatura universal, influencia que podemos rastrear na súa obra.
Rosalía foi unha alumna privilexiada que soubo aproveitar todas as aprendizaxes que se lle presentaron: a da vida, a dos libro, a das conversas.
Como aprendizaxe de poeta nunha lingua que non constaba que tivese tradición literaria, aceptou a recomendación de Murguía de escribir no por daquela chamado dialecto que aprendera de nena. Partindo das cancións que oía cantar, e seguindo unha tendencia da súa época –a do romanticismo- de recuperar e valorar a arte do pobo, escribiu os poemas que acabarían nun libro, Cantares gallegos, datado no día de nacemento do seu home, o 17 de maio.
Este foi o primeiro gran libro escrito en lingua galega moderna, que non tiña nin gramática nin dicionario, por unha poeta de grande sensibilidade e facilidade para a o verso. Vai precedido dun prólogo que, ademais do seu interesante contido, demostra que Rosalía era quen de utilizar o galego tamén para escribir en prosa. Neste poemario, defendía a Galicia de todas as aldraxes que lle viñan proferindo moitos escritores de fóra, como Góngora ou Quevedo, por citar algún dos máis notorios antigalegos. A partir da publicación de Cantares gallegos, Rosalía convértese en mestra da nosa colectividade, da que está aquí e da que está emigrada en América, que chega a publicarlle Follas novas en La Habana no ano 1880. É agora cando conviven nela a alumna que seguirá aprendendo toda a vida como os mellores mestres e mestras, e en pedagoga que guía dalgún xeito ao noso país, un país de emigrantes, de necesitados e de desposuídos. O pobo chegou a adoptala como nai das súas penas e consolo das súas desgrazas por encima de calquera razoamento,
En primeiro lugar, Rosalía é mestra de lingua, dotándoa dunha grafía inicial. ¡Cantos escritores aprenderon a escribir a lingua de Galicia lendo os seus libros!Pero tamén é mestra polos contidos da súa obra que son educativos para os seus lectores do mundo enteiro, para todas as linguas, para todas as épocas. As desgrazas que pasaba Galicia na segunda metade do século XIX parecen volver a ateazarnos. Os ricos son acadora máis ricos e os pobres son acadora máis pobres. Os desafiuzamentos parécense a aquelas visitas que facían os “algoasiles” ás aldeas para desposuír os habitantes das súas casas por non poderen pagar os “trabucos e os préstamos”. Rosalía non é unha poetisa ao uso das súas contemporáneas, senón unha escritora profesional que non escribe “das pombas e as frores”, como di no primeiro poema de Follas novas.
Os libros rosalianos teñen potencialidade educativa. Desde o seu coñecemento do medio físico e cultural de Galicia, que se concreta nun riquísimo vocabulario, as referencias xeográficas, a descrición dos nosos costumes, ata os valores humanos que se desprenden dos seus poemas máis solidarios, sobre todo coas mulleres que son naquela época as grandes marxinadas da historia e cos pobres de todos os tempos que sofren toda clase de inxustizas de man dos poderosos. A palabra de Rosalía fundamenta a educación para a igualdade e a súa pluma comprometida proponnos non poucas reflexións arredor dun fenómeno, que xa parecía inverso e cada vez máis frecuente nas nosas aulas: a emigración e o triste desarraigo que padecen “os que noutras terras/ tén que buscar pan”. Non obstante, Galicia volve emigrar e os seus versos servirán de forza para as persoas que se vexan obrigadas a deixar a patria,“forzoso, mais supremo sacrificio, que a miseria está negra en torno deles, e adiante está o abismo”.
Rosalía é unha poeta intemporal que non pasa de moda. Por desgraza da humanidade, os seus poemas máis cívicos son homologables aínda coas circunstancias polas que pasa o mundo máis empobrecido. E as análises e intuicións que fai nos seus versos relativos á condición humana, á dor, á finitude, ás ansias de inmortalidade, á soedade radical que padece o noso espírito é unha canteira de versos aplicables ás mulleres e homes de todos os tempos, de todas as xeografías e de todas as culturas.
Rosalía ensina a apreciar o propio, a valorar o idioma milenario que herdamos dos antergos, a coñecer a riqueza cultural, a ser solidarios cos que sofren, a mostrarse sensibles perante as inxustizas, a valorar as capacidades creativas e intelectuais das mulleres, a aprofundar nos pensamentos e a expresar ese resultado nun texto que permita coñecerse mellor e a mellor trasmitir os pensamentos.
Ao lado dos poemas que mellor retratan o pesimismo humano, Rosalía utiliza o xenio do humor, que é o cerne do noso espírito. Ela desmostra en que consiste a máis fina das ironías, a que invirte os papeis, a que di o contrario do que parece dicir. Por iso algúns dos seus poemas arrancan un sorriso e outros unha gargallada.
Rosalía non é santa. Nin tampouco é choroa. Ela non fai máis que cantar a realidade que viviu e viu ao seu redor. Ela explica así o fenómeno do pesimismo que por veces a invade e nos invade: “Triste é o cantar que cantamos/ mais que facer se outro mellor non hai”.¨
Florbela Espanca, uma escritora que sempre me impressionou, principalmente pela sua concepção do amor e do casamento.
‘O Sucesso para um Grande Amor’
FLORBELA ESPANCA
Estou contente porque a minha querida não tem ainda o afecto exclusivo e único que há-de sentir um dia por um homem, apesar de todas as suas teorias que há-de ver voar, voar para tão longe ainda!… E no entanto, elas são tão verdadeiras! Ainda assim, minha querida Júlia, uma das coisas melhores da nossa vida de tão prosaico século, é o amor, o grande e discutido amor, o nosso encanto e o nosso mistério; as nossas pétalas de rosa e a nossa coroa de espinhos. O amor único, doce e sentimental da nossa alma de portugueses, o amor de que fala Júlio Dantas, «uma ternura casta, uma ternura sã» de que «o peito que o sente é um sacrário estrelado», como diz Junqueiro; o amor que é a razão única da vida que se vive e da alma que se tem; a paixão delicada que dá beijos ao luar e alma a tudo, desde o olhar ao sorriso, — é ainda uma coisa nobre, bela e digna! Digna de si, do seu sentir, do seu grande coração, ao mesmo tempo violento e calmo. Esse amor que «em sendo triste, canta, e em sendo alegre, chora», esse amor há-de senti-lo um dia, e embora morto, perfumar-lhe-á a alma até à morte, num perfume de saudade que jamais o tempo levará!
No entanto, o casamento é brutal, como a posse é sempre brutal, sempre! O melhor beijo, o beijo mais doce, aquele que se não esquece nunca, é aquele que nunca se deu, disse-o um dia um poeta, e eu creio. Só para as mulheres, as tais mulheres mais animais que espirituais, é que o casamento não é a desilusão de sempre, — mas então nós? Se ganhamos um grande amigo, o que nós sofremos muitas vezes! A revolta de tudo quanto há de delicado em nós, e que se ofende e se indigna com as afrontas que são afinal uma grande lei da Natureza! E não há homem, por superior que seja, que compreenda esta revolta e que a desculpe! Em tudo eu penso exactamente o mesmo que a minha querida Júlia; não há nada, tanto para os homens como para a mulher, que valha a liberdade tanto alma como de pensamento. É o casamento um grilhão de flores e risos? De acordo, mas é sempre um grilhão. Ria, pois, e cante com a sua bela alegria, ame doidamente alguém, mas nunca abdique nem uma só das suas graças, nem uma só das suas ideias que lhe fazem vincar a fronte às vezes com uma pequenina ruga de capricho e insolência, que fica tão bem às mulheres bonitas; não ajoelhe nunca, porque está nisso o nosso grande mal, o nosso profundíssimo erro; nós invertemos muitas vezes os papéis, e em proveito deles, e depois as consequências são muitas vezes as paixões que devastam uma vida inteira por criaturas que se dignam dar, por último, como humilde mortalha, um olhar de compaixão! O melhor de todos os homens não vale um fanatismo, creia-me, e embora a nossa alma, com essa ânsia de amor, de ternura que canta sempre em nós, se lhes dedique completamente, que eles o não saibam nunca, que não suspeitem sequer!… Abdicando um grau da nossa realeza, teremos de descer sempre, sempre, até ao fim. Não é verdade isto?
¨Quando se fala na contribuição que os negros deram à civilização e à cultura brasileira, dificilmente se pensa de imediato em artes plásticas. Em geral, o que vem à lembrança é a música, em primeiro lugar, e fenômenos a ela relacionados, como os desfiles de escola de samba, o carnaval e outras manifestações.¨
Estava assistindo há pouco, ¨La desaparición de García Lorca¨, com Andy García, e me deu uma vontade enorme de lê-lo e ouvi-lo. Gostaria de compartilhar com vocês. Bom final de semana.
‘Pasaba a nena…
Nós, as predicadoras, falabamos
para ela, que pasaba
da man de súa nai…
Pasaba a nai…
Nós, as predicadoras, falabamos
para ela, que pasaba
dándolle a man á nena…
Falabamos…
Pasaban…
Pasaban e pisaban
as palabras que caían como follas
na sombra proxectada sobre a historia por todas as mulleres.
Falabamos…
Pasaban…
Pasaban e pisaban
a forza de Lisístrata na contraarenga,
o saber sanguiñento no cadáver de Hipatia,
as esixencias duras de Flora Tristán,
as cinsas das obreiras da Triangle Shirtwaist,
a afouteza das rusas que comezaron a revolución,
ao ver que as criaturas lles morrían coa fame.
Falabamos…
Pasaban…
Pasaban e pisaban
tanta cera,
tanto veo,
tanta opresión,
tanto sangue,
tanta inxustiza,
tanto silencio,
tanta mutilación,
tanto dominio,
tanta mercadoría,
tanto desprezo
tanta sumisión
tanto maltrato
tanta ignominia…
Falabamos para elas que pasaban
alleas a si mesmas
pois toda a carne feminina é unha
e un o seu sufrimento.’ Lugo, 8 de marzo de 2014
Muitíssimo obrigada pela homenagem ao Dia Internacional da Mulher, Profa. Helena. Lindo poema, cheio de verdades. Verdades imortais? Por isso eu insisto tanto: é preciso que as mulheres tenham amor-próprio! Quando elas vão entender isso?
Uma homenagem a Tomie Ohtake, artista plástica japonesa que viveu no Brasil entre milhares de conterrâneos seus que vieram tentar uma nova vida, desta vez no Ocidente. A obra abaixo, ao lado da artista, está na cidade de São Paulo e representa as 4 gerações de imigrantes japoneses ao Brasil.
Filosofia da Arte e Antropologia Carlos Callón. Galiza
Muito obrigada por apresentá-lo com a sua última obra em seu blogue, Ramón Nicolás! Carlos Callón é um escritor ‘fora de série’. O último livro que possuo dele é ‘En Castellano No Hay Problema’, com o qual aprendi muito, como sempre.
A Galiza está dentro do meu coração, não canso de dizer, mas com todos os escritores e escritoras que você apresenta diariamente, ela se agigantará. Bom-dia pra você e sinceras saudações a Carlos Callón. Quanta alegria!
Unha sorte de crestomatía, persoal e lírica, que percorre tematicamente a metade dunha vida é o que ofrece Carlos Callónneste libro. Nel pendúrase o íntimo ao sol, ábrense as portas a un discurso confesional que posibilita transitar polo experimentado, apelando ás revoltas da memoria como eixe que reconstrúe ese ronsel que deixaron momentos e descubertas. Non se esquece afondar na dimensión dos afectos nin esculcar na permanencia das cicatrices. Xaora, fican desveladas tamén conviccións que o paso do tempo e a vida axudan a crear.
Esta recensión publicouse nas páxinas do suplemento “Fugas”, de La Voz de Galicia, o 29 de xaneiro de 2015.
Velaquí o “Taboleiro do libro galego” que incorpora aqueles libros galegos máis vendidos ao longo do mes de xaneiro de 2015. Grazas, nesta ocasión, a un total de doce librarías galegas colaboradoras como son Trama, Paz, Casa do Libro de Vigo, Suévia, Miranda, Biblos, Andel, Cartabón, Libros para soñar, Couceiro, Aira das Letras e Lila de Lilith.
‘Há quase 30 anos o antropólogo, Hermano Vianna, começou uma pioneira investigação sobre a cultura dos bailes de sua cidade que foi se transformar no livro “O mundo funk carioca” (inspiração, aliás, para o título deste especial). Desde então, as batidas do gênero já foram bem além das fronteiras do subúrbio do Rio, ganharam uma cara própria na rival São Paulo e continuam a se transmutar.’
Para todos os blogueiros, um pouco da pintura brasileira. Um forte abraço a todos.
¨Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, já descobriram entre outras coisas que, os índios se expressavam através da pintura em seus corpos, objetos e em paredes. Isso quer dizer que a arte da pintura no Brasil já existia mesmo antes de ele ser descoberto. Porém, só a partir de século XVII é que ela começou a ser conhecida. Entretanto, os pintores brasileiros só tiveram reconhecidos seus trabalhos mundialmente e, com arte verdadeiramente brasileira após a Semana da Arte Moderna de 1922. A partir daí, pintores brasileiros viram suas obras serem reconhecidas e apreciadas no mundo.¨
Asistín onte á presentación que acolleu o Marco de Vigo do libro Alén da fronteira. Sete poetas vascos, un volume do que me ocupei brevemente hai algún tempo e que inaugura unha nova xeira da colección poética Tambo, agora en Faktoría K de Libros. Tras compartir moitas horas de lectura, e tradución, da obra de Bernardo Axtaga entendín que era obrigado presenciar este acontecemento e o certo é que saín moi satisfeito desta confluencia poética vasco-galega, que desexaría se repetise en máis ocasións. Teño a convicción de que a poesía cómpre oíla en voz alta e esta era unha magnífica ocasión que non se podía desaproveitar. A lectura de textos poéticos galegos na versión de Isaac Xubín, que realizou Luís Rei, director da colección Tambo, precedeuse cunha sintética e clarificadora introdución á poesía en éuscaro que chegou desde a voz de quen subscribiu o autorizado e áxil limiar…
Conclúe o ano, ou vai camiño de concluír, e non quixera rematalo sen rescatar para este blogue os apuntamentos de lectura que realizara hai algúns meses sobre un libriño, pequeno en tamaño mais grande no que aos contidos que inclúe e a intención que o guía; igualmente grande por vir da man dunha autora como Helena Villar Janeiro, a quen estimo literariamente polas súas diversas facetas creativas, onde ocupa un espazo non menor o seu labor desenvolto no eido das propostas para quen se inicia ou dá os seus primeiros pasos pola lectura.
Só por esta última razón, isto é, por ofrecer un mangado de textos gorentosos e suxestivos, xa sería de agradecer este As señoras cousas, pero aínda o é máis porque a autora volver transitar por un xénero que particularmente me semella especialmente complexo e que non está…
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa…)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!
Hai fotografías que exercen certo magnetismo. Pasoume iso con esta na que paira o silencio e falan as miradas: a que Yves Montand parece dirixirlle a Marilyn Monroe, mentres que esta ve a Arthur Miller; Miller repara en Simone Signoret, quen finalmente ve a Yves Montand, pechando ese círculo de miradas.
Velaquí os libros galegos que gozaron dunha maior aceptación ao longo do pasado mes de novembro. A miña gratitude á ducia de librarías colaboradoras nesta ocasión: Trama, Paz, Casa do Libro de Vigo, Suévia, Miranda, Biblos, Andel, Cartabón, Libros para soñar, Pedreira, Aira das Letras e Lila de Lilith (en recoñecemento desta xa longa andaina compartida a imaxe destacada de inicio irá recollendo a fachada das librarías implicadas neste proxecto: hoxe Cartabón de Vigo).
Ainda que eu falasse a língua do homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente. É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer. É solitário andar por entre a gente. É um não contentar-se de contente. É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade. É servir a quem vence, o vencedor. É um ter com quem nos mata a lealdade. Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem. Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
Em 1989, a banda Legião Urbana lançou em seu álbum, As Quatro Estações, a música Monte Castelo. Essa música, escrita pelo Renato Russo, vocalista da banda, partiu de uma criativa e inteligente adaptação do Soneto 11 de Luís Vaz de Camões e de Coríntios – capítulo 13, versículos 1, 2 e 3.
Quem diria?, a mamangava (aquele horripilento e barulhento inseto voador) é uma das principais polinizadoras da flor do maracujá. Obrigada, Daniel Pátaro, por tão linda imagem.
A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a para
no ar
depois
com o joelho
a dispõe a meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Eu quero morrer de noite, na tocaia me matar
Eu quero morrer de açoite se tu, negra, me deixar
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Meu amor, eu vou-me embora, nessa terra vou morrer
Um dia não vou mais ver, nunca mais eu vou te ver
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Eu quero morrer de noite, na tocaia me matar
Eu quero morrer de açoite se tu, negra, me deixar
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê (Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê)
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Meu amor, eu vou-me embora, nessa terra vou morrer
Um dia não vou mais ver, nunca mais eu vou te ver
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê (Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê…)
Vida de negro é difícil, é difícil como o quê
Clique na imagem de Caymmi para ouvir a canção!
A Escrava Isaura – Bernardo Guimarães – Primeiro Capítulo
1- Por que um artesanato tão simples e barato tem encantado tanto as crianças do mundo todo?
2- Estamos cansados de tanta tecnologia?
3- Estamos procurando algo mais simples, mas mais agradável para fazer?
4- Que criança, hoje, preferiria ganhar um tablet, um smartphone ou um MP4 a uma caixa de elásticos com agulhas de crochê, tudo de plástico?
5- Será que os empresários da tecnologia (industriais do ramo dos eletroeletrônicos) estão com medo de perder dinheiro, concorrendo com as pulseirinhas, tão baratas e inofensivas?
6- Existe alguma comprovação científica de que o plástico da pulseira provoca câncer?
¨A dança indígena, na sua origem, quando é dançada nas tribos pelos índios brasileiros, não possui a função de se apresentar para outras pessoas, como num espetáculo cênico.
A dança indígena está sempre ligada a um acontecimento muito importante, um ritual, pois ela existe dentro de uma cerimônia sagrada.
Observe e perceba os índios dançando em suas tribos durante os rituais, quase sempre estão batendo “um dos pés” mais forte no chão, num compasso binário, para marcar o ritmo da dança e da música.
O que muda de uma dança indígena para outra é o significado de cada uma, a história que a dança está representando. A dança indígena é uma ¨dança dramática¨.
A dança indígena pode ser para agradecer a colheita, para marcar a passagem do jovem à idade adulta, para saudar aqueles que chegam à aldeia, como muitos outros motivos especiais e sagrados.
Fique atento, a dança indígena original, dançada nas tribos, nunca é apresentada sozinha pois ela sempre faz parte de todo um ritual, que envolve música, pintura corporal, comidas, e outras expressões artísticas.¨
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