Ética e Filosofia da Arte. Rubem Alves

Caminhante Aprendiz:

Todo jardim começa com um sonho de amor. Antes que qualquer árvore seja plantada ou qualquer lago seja construído é preciso que as árvores e os lagos tenham nascido dentro da alma. Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles… Rubem Alves

via Jardim — O LADO ESCURO DA LUA

Saudades, Rubem Alves. 160 trabalhos de encantamento! Obrigada, mestre.

¨Nossas universidades são avaliadas pelo número de artigos científicos que seus cientistas publicam em revistas internacionais, em línguas estrangeiras. Gostaria que houvesse critérios que avaliassem nossas universidades por sua capacidade de fazerem o povo pensar

(‘Palavras para Comer’, Campinas, Papirus, 2007)

 

Política e Ética. Rubem Alves. “Palavras para Comer”

LIEBSTERBLOGAWARD MLD

¨Nossas universidades são avaliadas pelo número de artigos científicos que seus cientistas publicam em revistas internacionais, em línguas estrangeiras. Gostaria que houvesse critérios que avaliassem nossas universidades por sua capacidade de fazer o povo pensar.¨ Estamos a caminho.

(Palavras para Comer, Campinas, Papirus, 2007)

Pensando a Educação. RUBEM ALVES. Jequitibás e Eucaliptos

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Há anos atrás, fiquei maravilhada com um texto de Rubem Alves, apresentando algumas diferenças entre ser educador e ser professor.

Até hoje, mais do que um capítulo do seu livro,  ¨Conversas com quem gosta de Ensinar¨,  Sobre Jequitibás e Eucaliptos tornou-se uma esplêndida reflexão sobre a Educação,  algo que não deve ficar escondido nas bibliotecas nem nas estantes. Por isso, eu gostaria de convidá-l@s a ler um pouco mais desse encantador filósofo brasileiro.

http://projetos.unioeste.br/cursos/toledo/filosofia/attachments/article/90/Rubem%20Alves%20-%20Sobre%20Jequitibas%20e%20Eucaliptos.pdf

Rubem Alves
Universidade Estadual de Campinas

Rubem Alves. O TEMPO E AS JABUTICABAS

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¨O TEMPO E AS JABUTICABAS¨
 
(Esta postagem está especialmente dedicada a Helena Villar Janeiro e Josiana Freitas Alves, com amor.)
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
 
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
 
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
 
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de ‘confrontação’, onde ‘tiramos fatos a limpo’.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. Desfrutar desse
 amor, absolutamente sem fraudes, nunca será ‘perda de tempo.’
 O essencial faz a vida valer a pena.
 
Rubem Alves
 
 

Rubem Alves
Unicamp