‘Com peixes mortos, rio Tejo vive dias de Tietê e preocupa pescadores.’ – Cotidiano – Folha

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Há 16 anos, Hugo Sabino ganha a vida no rio Tejo. A 200 quilômetros de Lisboa, transporta passageiros dispostos a pagar dois euros para usar a barca do Arneiro, encurtando o caminho até Santana, uma cidadezinha do Alto Alentejo. Sua escassa clientela tem hora marcada: oito vezes ao dia,

Fonte: Com peixes mortos, rio Tejo vive dias de Tietê e preocupa pescadores – 28/04/2018 – Cotidiano – Folha

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Clube de leitores: ‘imagem’. Helder Magalhães

para lá da imagem

a magnólia murchou

fica a pele rente.

Helder Magalhães

Fonte: Clube de leitores: imagem

Daily Prompt 31. A Good Match. A Brazilian tradition: ‘Goiabada com Queijo’, from Minas Gerais.

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via Desafio de foto: A Good Match

https://dailypost.wordpress.com/photo-challenges/a-good-match/

Filosofia da Arte. Poesia.¨menina mal-amada¨, por Cora Coralina — Clube de leitores

“(…)Menina atrasada da escola da mestra Silvina…(…)Vamos ver, agora, como faz a Coralina…Nesse tempo, já não era inzoneira. Recebi denominação maior, alto lá! Francesa.Passei a ser detraquê, devo dizer, isto na família.A família limitava, Jamais um pequeno estímulo.(…)Fui menina chorona, enjoada, moleirona.Depois inzoneira, malina.Depois, exibida. Detraquê.Até em francês eu fui marcada.Sim, que aquela gente do…

via menina mal amada, por Cora Coralina — Clube de leitores

Portugal!!

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ARQUIVO. Ética e Política. Dia 22 de Abril: Dia da Pátria Brasileira Indignada.

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22 de Abril: Descobrimento do Brasil e Dia da Pátria Brasileira Indignada

Que a justiça social (FIM) não justifique os crimes (MEIOS) cometidos pelo PT.

Operação Lava a Jato: http://lavajato.mpf.mp.br/entenda-o-caso

Fixo 13 (14). Filosofia da Arte e Ética. Escritos de FLORBELA ESPANCA

Florbela Espanca, uma escritora que sempre me impressionou, principalmente pela sua concepção do amor e do casamento.

O Sucesso para um Grande Amor’
FLORBELA ESPANCA
Estou contente porque a minha querida não tem ainda o afecto exclusivo e único que há-de sentir um dia por um homem, apesar de todas as suas teorias que há-de ver voar, voar para tão longe ainda!… E no entanto, elas são tão verdadeiras! Ainda assim, minha querida Júlia, uma das coisas melhores da nossa vida de tão prosaico século, é o amor, o grande e discutido amor, o nosso encanto e o nosso mistério; as nossas pétalas de rosa e a nossa coroa de espinhos. O amor único, doce e sentimental da nossa alma de portugueses, o amor de que fala Júlio Dantas, «uma ternura casta, uma ternura sã» de que «o peito que o sente é um sacrário estrela­do», como diz Junqueiro; o amor que é a razão única da vida que se vive e da alma que se tem; a paixão delicada que dá beijos ao luar e alma a tudo, desde o olhar ao sorriso, — é ainda uma coisa nobre, bela e digna! Digna de si, do seu sentir, do seu grande coração, ao mesmo tempo violento e calmo. Esse amor que «em sendo triste, canta, e em sendo alegre, chora», esse amor há-de senti-lo um dia, e embora morto, perfumar-lhe-á a alma até à morte, num perfume de saudade que jamais o tempo levará!
No entanto, o casamento é brutal, como a posse é sempre brutal, sempre! O melhor beijo, o beijo mais doce, aquele que se não esquece nunca, é aquele que nunca se deu, disse-o um dia um poeta, e eu creio. Só para as mulheres, as tais mulheres mais animais que espirituais, é que o casamento não é a desilusão de sempre, — mas então nós? Se ganhamos um grande amigo, o que nós sofremos muitas vezes! A revolta de tudo quanto há de delicado em nós, e que se ofende e se indigna com as afrontas que são afinal uma grande lei da Natureza! E não há homem, por superior que seja, que com­preenda esta revolta e que a desculpe! Em tudo eu penso exactamente o mesmo que a minha querida Júlia; não há nada, tanto para os homens como para a mulher, que valha a liberdade tanto alma como de pensa­mento. É o casamento um grilhão de flores e risos? De acor­do, mas é sempre um grilhão. Ria, pois, e cante com a sua bela alegria, ame doidamente alguém, mas nunca abdique nem uma só das suas graças, nem uma só das suas ideias que lhe fazem vincar a fronte às vezes com uma pequenina ruga de capricho e insolência, que fica tão bem às mulheres boni­tas; não ajoelhe nunca, porque está nisso o nosso grande mal, o nosso profundíssimo erro; nós invertemos muitas vezes os papéis, e em proveito deles, e depois as consequências são muitas vezes as paixões que devastam uma vida inteira por criaturas que se dignam dar, por último, como humilde mortalha, um olhar de compaixão! O melhor de todos os homens não vale um fanatismo, creia-me, e embora a nossa alma, com essa ânsia de amor, de ternura que canta sempre em nós, se lhes dedique completamente, que eles o não sai­bam nunca, que não suspeitem sequer!… Abdicando um grau da nossa realeza, teremos de descer sempre, sempre, até ao fim. Não é verdade isto?
Florbela Espanca, in “Correspondência (1916)”

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