BALLET | Tirar do fío

Fonte: BALLET | Tirar do fío

Filosofia da Arte. Helena Villar Janeiro

Rizouno o vento

e aguzárono as chuvias

namentres dorme.

Tirar do Fío

Filosofia da Arte. Poesia Galega

A primavera

érguese coma un báculo

sostén de vida.

via BÁCULO PRIMAVERAL — Tirar do fío

Filosofia da Arte. Poesia Galega

Poema críptico

que o mar sabe escribir

cos seus acentos.

via POEMA CRÍPTICO — Tirar do fío

Cântico IV – Cecilia Meireles

Filosofia da Arte. Cecília Meireles

En-RED-Versados

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.

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Poesia Galega. Helena Villar Janeiro

Máxicas pingas

que fan lingua da flor,

amor do pétalo.

Tirar do Fío

Poesia Galega. Helena Villar Janeiro

Pregunto á lúa

pitonisa en respostas

sempre cifradas.

via LÚA — Tirar do fío

Filosofia da Arte. Poesia Galega. O ÍNTIMO — Tirar do fío

Mesmo en ruínas

varias van ser as portas

antes do íntimo.

via O ÍNTIMO — Tirar do fío

Filosofia da Arte. Poesia Galega. OUTONO E ESPERANZA — Tirar do fío

Indo morrer

debe ser bo colgarse

dunha esperanza.

via OUTONO E ESPERANZA — Tirar do fío

SOMBRAS — Tirar do fío

Cando abre o sol,

as cousas van ser xa

elas e a sombra.

via SOMBRAS — Tirar do fío

Filosofia da Arte. Poesia Galega. VIAXE — Tirar do fío

Non ten descanso

ese mar que me leva

e trae da infancia.

via VIAXE — Tirar do fío

Daily Prompt 2: TREE

Santiago de Compostela – Helena Villar Janeiro

via Sugestão diária: Tree

https://dailypost.wordpress.com/prompts/tree/

Filosofia da Arte. Poesia em português e aruak, línguas do Brasil.

ÁGUAS

Manoel de Barros
Traduzido para o Aruak por Elivelton Roberto 
ûne
 
Desde o começo dos tempos águas e chão se amam.
Inuxuati to’ixowo meum ûne poke’e ngahapi
Eles se entram amorosamente e se fecundam
Enomone yu’ukapu omesone oko ahikapu
Nascem formas rudimentares de seres e de plantas, filhos dessa fecundação.
Ohono indukuá xuinati eweseko noneti xexa ewesekone
Nascem peixes para habitar os rios
E nascem pássaros para habitar as árvores
Ohono ho’e koko’iti xuikinu
Ohono ho’openo xuikinu tikoti
Águas ainda ajudam na formação das conchas e dos caranguejos
Ûne enomone dua’axa apéne eyone enone indukowo êno lo’o
As águas são a epifania da natureza.
Ûne ihomuyone ûne exone
Agora penso nas águas do Pantanal
Nos nossos rios infantes
Que ainda procuram declives para correr.
Indoko isoneum ûne huwe’o wituke
Wexone wopoxikuati heu ko’iti ahakowoti
Porque as águas deste lugar ainda são espraiadas para o alvoroço dos pássaros.
Êno ûne poke’e oke’ekone ho’openo xeoko’oko ho’openo 
Prezo os espraiados destas águas com as suas beijadas garças
Konuxowoti ûne ohe’ekoti ho’openo
Nossos rios precisam de idade ainda para formar os seus barrancos
Para pousar em seus leitos
Wituke huweo apéne yiaku xainano inati itukowo inati
Ixowoko imokuane tukuane isone
Penso com humildade que fui convidado para o banquete esta água.
Insoneum kaliketi anzaxikokomo êno kokonoti na ûne
Porque sou de bugre
Porque sou de brejo
Itukenowo xane
Itukenowo yomono
Acho que as águas iniciam os pássaros
 Acho que as águas iniciam as árvores e os peixes
Acho que as águas iniciam os homens. Nos iniciam
Eno ûne enone ho’openo
Eno ûne enone tikoti, ho’e
Eno ûne enone hoyeno
E nos alimentam e nos dessedentam
Nika ûti oiti
Louvo esta fonte de todos os seres, de todas as plantas, de todas as pedras.
Inamati openoti hiko heukoiti enoneti
Louvo as natências do homem do pantanal
Inamati notências hoyeno huweó
Todos somos devedores destas águas
Somos todos começos de brejos e de rãs.
Heuko hiko ûne heuko yomono
E a fala de nossos vaqueiros carrega murmúrios des águas
Enowakana wakeiro eherukuati murmurio ûne
Parece que a fala de nossos vaqueiros tem consoantes líquidas
E carrega de umidez as suas palavras
Koyuhone wakeiro apé enoyoka aimá unepá yupoxowo
Penso que os homens deste lugar são a continuação destas águas
Itukoti insoneum hoyeno omopora owongu korikoowati okowo ûne
Atenção: Alguns erros da língua portuguesa não puderam ser corrigidos.

Filosofia da Arte e Antropologia. Literatura Galega

Filosofia da Arte. Poesia. Haiku. RENOVACIÓN

Fonte: RENOVACIÓN

Filosofia da Arte. Helena Villar Janeiro. ¨Esperas¨ ou O Fim

ESPERAS

Galanteábanse
e recitaban versos
ata caeren.

Helena Villar Janeiro

Filosofia da Arte. ¨Hora que passa¨ (Florbela Espanca)

Vejo-me triste, abandonada e só Bem como um cão sem dono e que o procura Mais pobre e desprezada do que Job A caminhar na via da amargura! Judeu Errante que a ninguém faz dó! MinhR…

Fonte: Hora que passa (Florbela Espanca)

Filosofia da Arte. ¨No Mistério do Sem-Fim¨ – Cecília Meireles

Christian Schloe

Fonte: No Mistério do Sem-Fim – Cecília Meireles

Fixo 12 (14). Filosofia da Arte. ¨Retrato¨. Cecília Meireles

 ¨Retrato¨

Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles

Cecília Meireles

(Obra poética, Volume 4, Biblioteca luso-brasileira: Série brasileira. Companhia J. Aguilar Editora, 1958, p. 10) 
http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/

Filosofia da Arte. Poesia. Federico García Lorca

Estava assistindo há pouco, ¨La desaparición de García Lorca¨, com Andy García, e me deu uma vontade enorme de lê-lo e ouvi-lo. Gostaria de compartilhar com vocês. Bom final de semana. 

http://www.elespectador.com/noticias/actualidad/cinco-de-tarde-federico-garcia-lorca-articulo-411757

Filosofia da Arte. Poesia. Cecília Meireles

Recado aos Amigos Distantes

Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.

Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.

Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.

Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.

Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.

Cecília Meireles, in ‘Poemas (1951)’

Filosofia da Arte, Ética e Educação. ‘Con Tinta Lila’. Helena Villar Janeiro

http://helenavillarjaneiro.blogaliza.org

‘Pasaba a nena…
Nós, as predicadoras, falabamos
para ela, que pasaba
da man de súa nai…

Pasaba a nai…
Nós, as predicadoras, falabamos
para ela, que pasaba
dándolle a man á nena…

Falabamos…
Pasaban…

Pasaban e pisaban
as palabras que caían como follas
na sombra proxectada sobre a historia por todas as mulleres.

Falabamos…
Pasaban…

Pasaban e pisaban
a forza de Lisístrata na contraarenga,
o saber sanguiñento no cadáver de Hipatia,
as esixencias duras de Flora Tristán,
as cinsas das obreiras da Triangle Shirtwaist,
a afouteza das rusas que comezaron a revolución,
ao ver que as criaturas lles morrían coa fame.

Falabamos…
Pasaban…

Pasaban e pisaban
tanta cera,
tanto veo,
tanta opresión,
tanto sangue,
tanta inxustiza,
tanto silencio,
tanta mutilación,
tanto dominio,
tanta mercadoría,
tanto desprezo
tanta sumisión
tanto maltrato
tanta ignominia…

Falabamos para elas que pasaban
alleas a si mesmas
pois toda a carne feminina é unha
e un o seu sufrimento.’
Lugo, 8 de marzo de 2014

http://helenavillarjaneiro.blogaliza.org/2015/03/08/con-tinta-lila/

Muitíssimo obrigada pela homenagem ao Dia Internacional da Mulher, Profa. Helena. Lindo poema, cheio de verdades. Verdades imortais? Por isso eu insisto tanto: é preciso que as mulheres tenham amor-próprio! Quando elas vão entender isso?

Antropologia e Filosofia da Arte. ¨Taboleiro do libro galego XXX (xaneiro de 2015)¨. Caderno da Crítica. Ramón Nicolás

Antropologia e Filosofia da Arte
Galego, língua viva!

Caderno da crítica

Velaquí o “Taboleiro do libro galego” que incorpora aqueles libros galegos  máis vendidos ao longo do mes de xaneiro de 2015. Grazas, nesta ocasión, a un total de doce librarías galegas colaboradoras como son  Trama, Paz, Casa do Libro de Vigo, Suévia, Miranda,  Biblos,  Andel,  Cartabón,  Libros para soñar, Couceiro,  Aira das Letras e Lila de Lilith.

NARRATIVA

1º-. Eduardo Blanco Amor, A esmorga, Galaxia

2º-. Suso de Toro, Somnámbulos, Xerais.

3º-. Xurxo Souto, Contos do mar de Irlanda, Xerais.

4º-. María Reimóndez, Dende o conflito, Xerais.

5º-. Dolores Redondo, Ofrenda á tormenta, Xerais.

6º-. María Xosé Queizán, A boneca de Blanco Amor, Galaxia.

7º-. Ramón Caride, Flash-Back 13, Alcaián.

POESÍA

 

1º-. Ronseltz, Unicornio de cenorias que cabalgas os sábados, Edicións Positivas.

2º-. Carlos Callón, Atravesar o fantasma, Xerais.

3º-. Joseba Sarrionandia, Tempo de exilio, Faktoría K de Libros (tradución de Isaac…

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Filosofia da Arte. Haiku. Helena Villar Janeiro

¨Memoria¨

Follas en rolda
van contando a memoria
que perde a auga.

helenavillarjaneiro.blogaliza.org

¨Poesía vasca en galego, onte en Vigo¨. Caderno da Crítica. Ramón Nicolás

Antropologia e Filosofia da Arte
Sobre o Vasco e o Galego. Juntos.

Caderno da crítica

Asistín onte á presentación que acolleu o Marco de Vigo do libro Alén da fronteira. Sete poetas vascos, un volume do que me ocupei brevemente hai algún tempo e que inaugura unha nova xeira da colección poética Tambo, agora en Faktoría K de Libros. Tras compartir moitas horas de lectura, e tradución, da obra de Bernardo Axtaga entendín que era obrigado presenciar este acontecemento e o certo é que saín moi satisfeito desta confluencia poética vasco-galega,  que desexaría se repetise en máis ocasións. Teño a convicción de que a poesía cómpre oíla en voz alta e esta era unha magnífica ocasión que non se podía desaproveitar.
       A lectura de textos poéticos galegos na versión de Isaac Xubín, que realizou Luís Rei, director da colección Tambo, precedeuse cunha sintética e clarificadora introdución á poesía en éuscaro que chegou desde a voz de quen subscribiu o autorizado e áxil limiar…

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¨As señoras cousas, de Helena Villar Janeiro.¨ Caderno da Crítica. Ramón Nicolás

Filosofia da Arte
Poesia Galega

Helena Villar Janeiro

Helena Villar Janeiro

Caderno da crítica

9788498655292Helena Villar Janeiro

As señoras cousas

Editorial Galaxia, 52 páxinas,  7,90  €

Conclúe o ano, ou vai camiño de concluír, e non quixera rematalo sen rescatar para este blogue os apuntamentos de lectura que realizara hai algúns meses sobre un libriño, pequeno en tamaño mais grande no que aos contidos que inclúe e a intención que o guía; igualmente grande por vir da man dunha autora como Helena Villar Janeiro, a quen estimo literariamente polas súas diversas  facetas creativas, onde ocupa un espazo non menor o seu labor desenvolto no eido das propostas para quen se inicia ou dá os seus primeiros pasos pola lectura.

      Só por esta última razón, isto é, por ofrecer un mangado de textos gorentosos e suxestivos, xa sería de agradecer este As señoras cousas, pero aínda o é máis porque a autora volver transitar por un xénero que particularmente me semella especialmente complexo e que non está…

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Filosofia da Arte. Música. Vinícius de Moraes e Toquinho

A Porta

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa…)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!

http://letras.mus.br/vinicius-de-moraes/87211/

¨Taboleiro do libro galego XXVIII (novembro 2014)¨. Caderno da Crítica. Ramón Nicolás

Filosofia da Arte

Literatura Galega

Parabéns aos Literatos Galegos!
Galiza

Caderno da crítica

Velaquí os libros galegos que gozaron dunha maior aceptación ao longo do pasado mes de novembro. A miña gratitude á ducia de librarías colaboradoras nesta ocasión:  Trama, Paz,  Casa do Libro de Vigo, Suévia, Miranda,  Biblos,  Andel,  Cartabón,  Libros para soñar, Pedreira, Aira das Letras e Lila de Lilith (en recoñecemento desta xa longa andaina compartida a imaxe destacada de inicio irá recollendo a fachada das librarías implicadas neste proxecto: hoxe Cartabón de Vigo).

NARRATIVA

Contos do mar de Irlanda. Xurxo Souto

1º-. Xurxo Souto, Contos do mar de Irlanda (Xerais) e María Reimóndez, Dende o conflito (Xerais).

2º-.  Xavier Quiroga, Zapatillas rotas, Xerais.

3º-. Núñez Singala, Instrucións para tomar café, Galaxia.

4º-. Carlos G. Reigosa, A vinganza do defunto, Xerais.

5º-. Suso de Toro, Somnámbulos, Xerais.

6º-. Xosé Duncan (ilustracións José María Picón), Hostal Norte, Alcaián.

POESÍA

 1º-. María do Cebreiro, Os inocentes, Galaxia.

2º-. Eli Ríos, Anamnese, Sotelo Blanco.

3º-. Xosé Iglesias,

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Filosofia da Arte. POESIA. CECÍLIA MEIRELES (1901-1964)

¨Uma ‘Palmada’ Bem Dada¨

Cecília Meireles

Galeria

¨Observância¨. EtcVideoEstudio. Daniel Pátaro

Artes

Fotografia e Poesia

D.Pátaro

Observância Fotografia Daniel Pátaro

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Filosofia da Arte. Poesia. Ferreira Gullar

¨O Gol¨

Ferreira Gullar

(Participação do aluno, B.L.C.)

A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a para
no ar
depois
com o joelho
a dispõe a meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.

Reflexões:

1- Toda arte é útil?

2- Toda arte é bela?

3- A arte tem de ser bela ou útil?

FILOSOFIA DA ARTE. POESIA.¨Casino Junto Al Mar¨. Aurora Luque

¨Casino Junto Al Mar¨

Aurora Luque*

El amor es un juego
de azar del universo.

Hay apuestas inmensas
en las mesas, y algunos
sonríen al tablero.
El ansia de volver a echar los dados,
de merecer las rutas luminosas
y quedar atrapados para siempre
en casinos maléficos.
No importan ya qué cifras, qué cómputo de astros,
qué derrotas cuantiosas alarman al destino,
el impecable dueño de la sala.

El amor es juego
de perder universos.

*http://amediavoz.com/luque.htm

'Casino Junto Al Mar'. Aurora Luque

‘Casino Junto Al Mar’. Aurora Luque