E’ sceso il buio intorno, mi vedi
è ancora viva la fiamma, che trema
prendi ancora fiato e andiamo
non ti spaventare noi possiamo
Faremo fino in fondo
ogni strada chiusa
supereremo gole
fiumi di acqua velenosa
ogni giorno è un salto
e un posto caro da lasciare
dormi che tra poco è chiaro
e ti dovrò svegliare
Meno male che ci sei ancora
meno male che ci sei tu
dietro una porta sbarrata a tutti
sei riuscito a trovarmi
meno male che ci sei ancora
meno male che ci sei tu
per una via sconosciuta agli altri
sei riuscito a toccarmi
La notte è ferma adesso
ci aspetta
è profondissimo mare asciutto in cui perdersi e nuotare
guarda che sia leggero il peso poco puoi portare
lascia ogni fatica, lascia andare
Meno male che ci sei ancora
meno male che ci sei tu
giravo a vuoto senza partire
sei riuscito a guidarmi
meno male che batte ancora
meno male che arrivi tu
cadendo indietro tra le tue dita
fino a dimenticarmi
Passeremo freddo e vuoto
solo allora si vedrà
che brilliamo ancora nel profondo dove il cielo
meno male che ridi ancora
meno male che sei con me
ogni ora che va veloce
sei tu la cosa che resta
l’unica cosa che resta
¨Francisco Sánchez Gómez, de nombre artístico, Paco de Lucía, (Algeciras, Cádiz, 21 de diciembre de 1947), es un guitarrista flamenco español. Está considerado como uno de los mejores maestros de la guitarra.
Ha recibido, entre otros muchos galardones, el Premio Nacional de Guitarra de Arte Flamenco, la Medalla de Oro al Mérito en las Bellas Artes (1992), la Distinción Honorífica de los Premios de la Música (2002), el Premio Príncipe de Asturias de las Artes (2004).1 Es Doctor Honoris Causa por la Universidad de Cádiz2 y por el Berklee College of Music, distinción concedida en mayo de 2010.
Aunque casi toda su obra se desarrolla en el flamenco, ha grabado algunos trabajos en otros estilos, como la música clásica, la fusión de flamenco con el jazz y otros estilos musicales
Tanto su madre, Lucía Gomes “La Portuguesa”, como su padre, Antonio Sánchez, influyeron mucho en su vocación. De su padre y de su hermano Ramón recibió las primeras clases de guitarra.4 Su padre hacía que Paco practicase muchas horas de guitarra diarias durante su niñez. El nombre “De Lucía” quedó ligado a él durante su niñez, ya que, como él mismo cuenta, en su barrio había muchos Pepes, Pacos, etc., y entonces se los identificaba por el nombre de la madre, por lo que él era conocido como “Paco, el de Lucía” en su barrio de Algeciras.¨
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas le están mirando
y ella no puede mirarlas.
*
Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha,
vienen con el pez de sombra
que abre el camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduño,
eriza sus pitas agrias.
¿Pero quién vendrá?
¿Y por dónde…?
Ella sigue en su baranda,
verde carne, pelo verde,
soñando en la mar amarga.
*
Compadre, quiero cambiar
mi caballo por su casa,
mi montura por su espejo,
mi cuchillo por su manta.
Compadre, vengo sangrando,
desde los montes de Cabra.
Si yo pudiera, mocito,
ese trato se cerraba.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
Compadre, quiero morir
decentemente en mi cama.
De acero, si puede ser,
con las sábanas de holanda.
¿No ves la herida que tengo
desde el pecho a la garganta?
Trescientas rosas morenas
lleva tu pechera blanca.
Tu sangre rezuma y huele
alrededor de tu faja.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
Dejadme subir al menos
hasta las altas barandas,
dejadme subir, dejadme,
hasta las verdes barandas.
Barandales de la luna
por donde retumba el agua.
*
Ya suben los dos compadres
hacia las altas barandas.
Dejando un rastro de sangre.
Dejando un rastro de lágrimas.
Temblaban en los tejados
farolillos de hojalata.
Mil panderos de cristal,
herían la madrugada.
*
Verde que te quiero verde,
verde viento, verdes ramas.
Los dos compadres subieron.
El largo viento, dejaba
en la boca un raro gusto
de hiel, de menta y de albahaca.
¡Compadre! ¿Dónde está, dime?
¿Dónde está mi niña amarga?
¡Cuántas veces te esperó!
¡Cuántas veces te esperara,
cara fresca, negro pelo,
en esta verde baranda!
*
Sobre el rostro del aljibe
se mecía la gitana.
Verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Un carámbano de luna
la sostiene sobre el agua.
La noche su puso íntima
como una pequeña plaza.
Guardias civiles borrachos,
en la puerta golpeaban.
Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar.
Y el caballo en la montaña.
Dende aquí vexo un camiño
que non sei adónde vai;
polo mismo que n’o sei,
quixera o poder andar.
Istreitiño sarpentea
antre prados e nabals,
i anda ó feito, aquí escondido,
relumbrando máis alá.
Mais sempre, sempre tentándome
co seu lindo crarear,
que eu penso, non sei por qué,
nas vilas que correrá,
nos carballos que o sombrean,
nas fontes que o regarán.
Camiño, camiño branco,
non sei para dónde vas;
mais cada vez que te vexo,
quixera poderte andar.
Xa collas para Santiago,
xa collas para o Portal,
xa en San Andrés te deteñas,
xa chegues a San Cidrán,
xa, en fin, te perdas… ¿quén sabe
en dónde?, ¡qué máis me dá!
Que ojallá en ti me perdera
pra nunca máis me atopar…
Mais ti vas indo, vas indo,
sempre para donde vas,
i eu quedo encravada en onde
arraigo ten o meu mal.
Nin fuxo, non, que anque fuxa
dun lugar a outro lugar,
de min mesma, naide, naide,
naide me libertará.
O artista está expondo suas obras na Galeria Mario Schenberg – Complexo Cultural Funarte São Paulo.
Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP).
De 19 de novembro a 16 de dezembro | De segunda a quinta, das 10h às 18h; de sexta a domingo, das 15h às 21h. Entrada franca.
¨A exposição propõe uma reflexão sobre temas contemporâneos, como o excesso de imagens, o voyeurismo, o mapeamento e a tecnologia digital. “Tenho fascínio pela imagem do Copan e penso que o fotógrafo deve mostrar o que as pessoas não veem”, diz o artista. “Na exposição, quis mostrar quantas fotografias pode haver dentro de uma só”, completa. “Os conceitos de fragmentação e de desconstrução estão presentes desde o princípio, já que o próprio edifício é uma construção e cada janela, um fragmento”, diz Tuca. “Há um jogo de montagem e desmontagem dessa imagem, que é o próprio conceito do trabalho. Cabe ao observador compor e recompor o edifício em sua imaginação”.¨
Esta aula está dedicada aos alun@s que têm muito e não reconhecem; que querem tudo sem saber o quê; que nada curtem porque não sabem do que gostam; que desejam só o novo, novo, novo…
Profa.MLDário
¨UMA ‘PALMADA’ BEM DADA*¨
É a menina manhosa Que não gosta da rosa,
Que não quer a borboleta
Porque é amarela e preta, Que não quer maçã nem pera Porque têm gosto de cera,
Que não toma leite
Porque lhe parece azeite, Que mingau não toma Porque é mesmo goma,
Que não almoça nem janta
Porque cansa a garganta, Que tem medo do gato E também do rato,
E também do cão
E também do ladrão, Que não calça meia Porque dentro tem areia
Que não toma banho frio
Porque sente arrepio, Que não toma banho quente Porque calor sente
Que a unha não corta
Porque fica sempre torta, Que não escova os dentes Porque ficam ardentes
Que não quer dormir cedo
Porque sente imenso medo,
Que também tarde não dorme Porque sente um medo enorme,
Que não quer festa nem beijo,
Nem doce nem queijo. Ó menina levada, Quer uma palmada?
Uma palmada bem dada
Para quem não quer nada!
¨Nasceu na Cidade do México, México, em 1975. Vive e trabalha na Cidade do México. A artista tem como foco ações políticas de denúncia e a transformação social. Faz intervenções urbanas, cria logotipos industriais, performances e happenings em locais públicos.
(…) Um de seus trabalhos mais polêmicos foi a realização de uma performance com um ator vestido de Ronald McDonald postado diante de um dos restaurantes da rede que falava aos passantes sobre a forma de produção dos alimentos do McDonalds, as condições de trabalho dos empregados e dava números como os gastos da empresa com propaganda, entre outros.
(…) A obra da artista tem sido exibida em várias mostras que incluem a Bienal de Sidney (2004), Bienal de Istambul (2003) a VII Bienal Internacional de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos (2005), “Hardcore”, no Palais de Tokyo, em Paris (2003); “Casino 2001”, no S.M.A.K., em Gent (2001); “Da Adversidade Vivemos”, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Paris (2001).¨
A divertida Banda Norueguesa Ylvis: Vegard e Bård. Para esclarecimento público, a Banda Norueguesa Ylvis não compõe a ‘Geração Nem-Nem’.
Sua canção mais ouvida: https://www.youtube.com/watch?v=jofNR_WkoCE
REFLEXÃO:
Será que a divulgação de músicas divertidas, engraçadas e recreativas entre os jovens ‘nem-nem’ brasileiros não está colaborando para aumentá-los ou para aliená-los ainda mais?
Émile Cohl não foi apenas um francês talentoso, mas também o pai da animação. Como conta os historiadores, ele criou o praxinoscópio – sistema de animação de 12 imagens e filmes de aproximadamente 500 a 600 imagens – projetado no seu próprio théatre optique em 1892 . Com isso, surgia a possibilidade do primeiro desenho animado da história.
Em 1908, nasceu o curta “Fantasmagorie” – do mesmo sujeito francês – trazendo uma explosão de traços e transformações do personagem principal, um boneco feito de palitos que interage com outros personagens bizarros, com garrafas gigantes e até com elefantes se transformam em prédios. Foram 5 meses e 700 desenhos para a produção.
Outros historiadores discordam e consideram “Humorous Phases of Funny Faces”, de J. Stuart Blackton, a primeira tentativa feita em 6 de abril de 1906. O cineasta inglês – um pouco mais monótono – recheia a lousa com stopmotions e…
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
ÉTICA e FILOSOFIA da ARTE. O nosso dia a dia.
Obrigada por fazer-me ver que a vida é mais simples do que pensamos. Nós evoluímos, simplesmente evoluímos.
Venía a contaros que he perdido el bozal. Y que lo raro no es que se me haya caído en algún lugar del paseo que recorremos la perra y yo, sino que, no habiendo nadie más en el horizonte, al volver a realizar el trayecto pero al revés, el dichoso bozal no apareció. Y no había nadie que lo hubiese cogido para sí mismo.
Pero resulta que WordPress me felicita porque este blog cumple cinco años. Justamente hoy. Cinco años. Y si, tal y como realicé aquel paseo al revés hace unos días, me pusiese a caminar por mis recuerdos de estos cinco años acabaría obteniendo una relación detallada de todos los bozales que he perdido. Algunos no serán sencillos de reemplazar; no será tan fácil como acudir a una tienda de productos para mascotas y escoger la talla que corresponde. No podrán ser sustituidos, de hecho. Otros simplemente tuvieron…
On the south side of the site there is a rich forest where animals and plans reside and on the back north side where hilly land was developed into a residential area in a tiered platform.The site is located at the node point of such nature and human-made place.There is a thicket spreading over the hill of over 10 meters level deference along the south side from the frontal road.
A pedido d@s alun@s, a lua e a estrela de ontem à noite, lindas no céu, serão as protagonistas desse post.
LUA ADVERSA
Cecília Meireles
Tenho fases, como a lua Fases de andar escondida, fases de vir para a rua… Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso.
E roda a melancolia seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (tenho fases como a lua…) No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua… E, quando chega esse dia, o outro desapareceu…
Reflexões:
1- Por que @s poetas sempre se interessaram tanto pela lua? (A.C.C.)
2- Será que há uma explicação científica para o fenômeno que se viu no começo da noite desse 8 de Setembro? (P.R.H.)
¨Um fenômeno astronômico pode ser acompanhado na noite deste domingo (8) em algumas cidades do Brasil e já foi presenciado em outras partes do mundo: a conjunção do planeta Vênus com a Lua Crescente. Em Porto Alegre e São Paulo, por exemplo, houve registros do fenômeno. Na Jordânia, moradores de Amã também puderam ver o brilho da lua e do planeta, que popularmente é conhecido como estrela d’Alva, a olho nu.” (G1.com.br)
Em época de tanta fascinação pelo mundo digital, quando a alegria entre as crianças se volta cada dia mais a prazeres imediatos e estéreis, tomarei a liberdade de ‘reblogá-la’, querida Profa. Helena. Acho importante que @s pequen@s conheçam testemunhos de realização profissional e de felicidade, felicidade ilustrada (E.Guisán). Obrigada por suas obras, publicações, seus artigos e sua presença constante.
A ilustre professora, Helena Villar Janeiro, da Universidade de Santiago de Compostela, acaba de escrever, por ocasião do 128 aniversário de morte de Rosalía de Castro, poetisa galega (Galícia, Espanha), três artigos bastante didáticos e, obviamente, relevantes, acerca da vida e da obra da tão renomada escritora.
Todos foram publicados originalmente em seu blogue, helenavillarjaneiro.blogaliza.org, e agora tomo a liberdade de divulgá-los entre os meus alun@s de Filosofia e entre estudantes brasileir@s, especialmente da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCamp), da Universidade de São Paulo (USP) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP).
Um grande abraço, Profa. Helena, meus respeitos e muitas saudades da Galícia.
Biografia de Rosalía: helenavillarjaneiro.blogaliza.org/2013/07/14/repensando-a-tristeza-rosaliana-para-responder-a-amiga-profa-maria-lucia-dario-que-anda-a-ler-os-seus-versos-compostelanos/
Duas Visões de Morte em Rosalía: helenavillarjaneiro.blogaliza.org/2013/07/15/duas-visions-da-morte-en-rosalia-128-cabodano-do-seu-pasamento/
O Nascimento do Mito “Rosalía”: helenavillarjaneiro.blogaliza.org/2013/07/16/o-enterro-de-rosalia-e-o-nacemento-do-mito/
Rosalía de Castro
Casa Museu ‘Rosalía de Castro’. Foto: palmilheiro.blogspot.com/
Para Ana, Eva, Mery e Noela (por orde alfabética de autor)
(O título é o segundo verso do poema de Rosalía de Castro “Ti onte, mañán eu”, do libro de poemas Follas novas)
Pretendía escribir hoxe do que se sinte cando o chega o día no que unha deixa de exercer a súa profesión durante máis dunha década. É o que unha sinte é o resultado de meterse moita morfina subxectiva. Quizais cando pasen estes efectos secundarios, quen sabe…
Podería escribir sobre os finais das relacións de traballo con xente, compañeiras, coa que unha leva compartindo case cinco anos. Sobre os bos momentos sobre todo, que houbo máis. E acerca da capacidade para facer sinxelos estes días. E do seu talento para interrumpir e dar portazos e para tirarme do xenio. Pero especialmente, da súa profesionalidade, disposición e actitude colaborativas, das súas aptitudes, do seu compromiso.
Atividades
Ouça as músicas. Sinta-as. Pense nelas também. Agora, elenque algumas perguntas que você gostaria de fazer a esses artistas e sobre seu trabalho, desenvolvendo a sua CURIOSIDADE. Em seguida, diga o que achou deles e de suas produções, desenvolvendo as suas IDEIAS PRÓPRIAS. Bom trabalho!
Ouça a música. Sinta-a. Elenque algumas perguntas que você gostaria de fazer ao artista e sobre sua arte, desenvolvendo a sua CURIOSIDADE. Em seguida, diga o que você achou do artista e da sua produção, desenvolvendo as suas IDEIAS PRÓPRIAS. Bom trabalho!
(Todos os direitos reservados a helenavillarjaneiro.blogaliza.org/)
A Semana Santa ten as súas orixes nun xuízo contra Xesús de Nazareth que acabou en crucifixión, unha maneira cruel de executar usada por Roma e outros pobos mediterráneos. Para os crentes, a Semana Santa culmina en celebrar a Resurrección de Xesús, como Deus, cumpríndose así as profecías do Antigo Testamento e mesmo algunha das súa frases pronunciadas en vida. Xesús era considerado perigoso polos propios xudeos e o Sanedrín reuniuse a ver que facían con el. Dos Sumos Sacerdotes Caifás e Anás, ao gobernante do imperio romano Poncio Pilatos e á multitude consultada, foron pasando as responsabilidades de decidir ata que conseguiron acabar co Galileo, preferido a un malfeitor para ser executado entre dous ladróns, segundo os Evanxeos.
A Semana Santa creou arte escultórica e unha gastronomía especial fundamentada nos productos estacionais –a abundancia de ovos principalmente- e as regras da Igrexa na abstinencia da carne. É, pois, un tempo ben marcado no calendario ibérico con diferente incidencia na demostración pública da devoción popular. Porque este tempo litúrxico adquiríu diferencias das que derivan formas tan exuberantes, e ata sensuais, como as que se dan en Andalucía ou actos de verdadeira ascese e mortificación como ocorre nalgúns lugares de Castela. Do disfrute dos olores a azahar e a incenso á dor dos vergallazos con brotes de sangue máis ao norte, vai unha gama de xeitos de conmemorar unha Semana que veu atravesada pola chuvia para desesperación dos que pasaron o ano traballando nos “pasos”, para aquelas persoas, cada vez máis, para quen os sete días –ou os seus festivos cando menos- significan vacacións e desfrute mundanos sobre todo nos areais de mellor clima e para a hostelería que ten nela unha boa fonte de ingresos. No medio quedan os que fan turismo a lugares onde son notorios os ritos, que é unha fórmula mixta cun difícil deslinde entre onde acaba a relixión e onde empeza o turismo, dous termos non moi doados de casar.
Hogano a Semana Santa veu tamén trufada de movementos de protesta de indignados polos problemas que orixinou a descabelada economía e polo escándalo da corrupción extendido aos estamentos sociais da política e do poder. E outra vez xuíces para notorios acusados. E novos gobernadores supervisando e, agora si, dando ordes desde o imperio económico alemán.
Foto de Propriedade Intelectual de Helena Villar Janeiro.
Completo, distinto e delicado poema, intitulado ‘O Souto e a Esperanza’, inspirado no bosque chamado ‘Cangrexeiro’, da escritora HELENA VILLAR JANEIRO. Em galego, no original.
1- Por que a poetisa escreveu tudo ao contrário? (PSR)
Sigo unha corrente da literatura infantil chamada “nonsense”, porque pretendo o xogo poético xustamente nese absurdo.
2- Por que ela deu o nome de Helena ao poema? (DMS)
Porque é así como se chama a nena á que vai dedicado.
3- Por que ela não escreve a poesia de novo, pondo tudo em ordem? (MAML)
O poema perdería o sentido lúdico co que foi creado.
4- Quanto tempo foi preciso para escrever este poema? (DMS)
Estíveno pensando varios días para recoller todo o material que podía utilizarse. Darlle finalmente a forma levou só media hora. Pero ao día seguinte, cambiei para mellorar dous versos con material novo.
5- Como ela escolheu ser poetisa? (WTR)
Foi un exercicio xurdido na soedade dunha pequena aldea na que empecei a exercer a profesión de ensinante. Non había comunicacións nin luz eléctrica. A xente deitábase moi cedo e non había con quen falar. A gradeza daquela paisaxe alpina e a soedade puxéronme a falar comigo por medio dun diario. De alí saíu o primeiro libro, “Alalás” (o título dun canto melancólico galego).
6- Todas as poesias dessa autora são engraçadas? (RAS)
É diferente o resultado se van dirixidas ao mundo infantil ou ao adulto, pero procuro que si o sexan en calquera niveis con procedementos diferentes nos dous casos.
7- Quando você começou a vida de escritora e de poetisa? (VH)
O proceso empezou arredor de 1966, pero o primeiro libro publicouse en 1972.
8- Você gosta de ler o seu próprio livro de poesias? (EGR)
Si. Son moi perfeccionista e leo os poemas moitas veces antes de decidirme a publicalos. Despois, leo os libros enteiros cando teño que volver a eles por algunha razón, como adoita ser publicar algún oema que me solicitan.
9- Quem é o seu escritor favorito? (WEC)
Elixir un escritor entre a marabillosa colleita que nos deu a literatura universal é, non só difícil, senón imposible. Teño unha admiración e un cariño especial pola nosa Rosalía de Castro. Adoro a Saint Exupéry por “Le Petit Prince”. Gusto moito de Nélida Piñón, coa que teño unha boa amizade. E aí están Cervantes, Shakespeare, Dante, Homero, Gabriela Mistral…
10- Você também escreve para adultos? (ACSA)
Si. Teño feita moita creación para a infancia por darlles lecturas aos fillos propios nunha lingua na que apenas había literatura escrita. Hoxe volvo ter a Helena, a netiña do poema, que volve estar sacando creación con seiva nova. Pero a miña literatura naceu antes de traballar para as crianzas e ten un despois.
11- Você trabalha muito ou é fácil ser escritora? (EGR)
Para escribir, como para calquera outra vocación, necesítase ter algún dote específico. Pero tamén se medra no oficio que se desenvolve. Eu tiven profesión –fun ensinante- pero escribín moito. Hoxe comparto este labor co de fotógrafa, que completa a miña maneira de expresar algo de arte.
12- Você sabe fazer outras coisas, além de escrever? (YMAN)
Si. Son bastante “renacentista”. Falo idiomas, sei canto e toco a guitarra, gústame cociñar e fago traballos manuais con facilidade. Tamén exerzo de “mans verdes” coidando un xardín. Ademais tiven a profesión da que xa estou xubilada.
13- Sua carreira teve interrupções? (MEY)
Non. Incluso teño unha continuación do meu traballo pedagóxico en moitas participación nunha especie de voluntariado social.
14- Você já escreveu algum poema para os seus filhos? (MY)
Si. Case toda a miña produción para a infancia foi feita para eles como primeiros destinatarios. Logo publicáronse con ese material uns trinta libros entre poemarios, contiños e pequenas novelas.
15- Alguma coisa da sua vida pessoal atrapalhou a sua carreira? (ACS)
Non. Todo o contrario. Estou casado cun escritor e iso facilitou moito que me puidese dedicar a este traballo rodeada de comprensión e de cariño.
16- Que língua você fala? Quantos anos você tem? (AFJJ)
Como lingua propia fundamental na miña expresión falo galego e comprendo moi ben as variantes da lusofonía a través desta modalidade miña. Como segunda lingua teño o español. Como terceira o francés. Logo podo defenderme bastante ben en catalán, inglés e italiano.
17- De onde lhe veio inspiração para escrever ao contrário? (GG)
É moi frecuente na miña escrita para pequenas crianzas. Cando empecei con esta maneira de expresar “o revés” nin sequera sabía que era unha corrente nacida en Inglaterra.
18- Você tem livros publicados? (EVF)
Si. Son unha escritora con obra numerosa en poesía, narrativa, ensaio e artigos de prensa, pois hai 22 anos que teño unha colaboración semanal nun diario.
19- Você ganha a vida escrevendo poesia? (LL)
Non. A literatura escrita nunha lingua minorizada non dá diñeiro para vivir e menos a poesía. Por outro lado, xa dicía Cervantes “Escribir para comer/ es ni comer ni escribir”. Iso só o pode facer unha minoría e nunca foi a miña aspiración, porque obriga a facer cousas por obriga.
20- Em que cidade você nasceu? Ou, por que é “galega”? (BLC)
Nacín na vila de Becerreá, provincia de Lugo. Vivín moi en contacto co medio rural e neste contacto aprendín moito da nosa cultura popular e, sobre todo, adquirín a riqueza da lingua conservada sobre todo polas clases populares. Fixen os meus estudos na Escola de Maxisterio de Lugo, na Universidade de Santiago e na Universidade Complutense (Madrid). Agora volvo estar en contacto co mundo rural ás beiras da Ría de Arousa.
e a derradeira… a da Profa. Maria Lúcia…
21- Por que cada verso possui cinco palavras?
Non o pensei así, pero o tipo de poema é tan estruturado que é lóxico o paralelismo na construción dos versos. Os poemas van marcando eles sós o seu propio camiño.
Obrigada, Profa. Helena Villar Janeiro, em meu nome e em nome de todos @s alun@s que participaram desta aula de Filosofia da Arte. Tenho certeza que sentir-se-ão realizados ao mostrar-lhes as suas respostas e desejarão ainda mais conhecê-la através dos seus livros e blogues.
‘Percorrer o Donsal’ faz parte do blogue da escritora e poetisa galega, Helena Villar Janeiro, que, com seu talento artístico e literário, nos transporta à região das chamadas Montanhas Mágicas Galegas, na Espanha, nos fazendo sentir parte delas. É uma honra tê-la entre as minhas leituras, estudos e reflexões.
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