LÓGICA. Sobre falácias!!

Guia das Falácias

Stephen Downes

Tradução e adaptação de Júlio Sameiro (Portugal)
¨O objectivo de um argumento é expor as razões (premissas) que sustentam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando parece que as razões apresentadas sustentam a conclusão, mas na realidade não sustentam. Da mesma maneira que há padrões típicos, largamente usados, de argumentação correcta, também há padrões típicos de argumentos falaciosos. A tradição lógica e filosófica procurou fazer um inventário e dar nomes a essas falácias típicas e este guia faz a sua listagem.
  • Falácias da Dispersão (manobras de diversão)
    • Falso dilema (falsa dicotomia)
    • Apelo à ignorância
    • Derrapagem (bola de neve ou declive ardiloso)
    • Pergunta complexa
  • Apelo a Motivos (em vez de razões)
    • Apelo à força
    • Apelo à piedade
    • Apelo a consequências
    • Apelo a preconceitos
    • Apelo ao povo
  • Fugir ao Assunto (falhar o alvo)
    • Ataques pessoais
    • Apelo à autoridade
    • Autoridade anónima
    • Estilo sem substância
  • Falácias Indutivas
    • Generalização precipitada
    • Amostra não representativa
    • Falsa analogia
    • Indução preguiçosa
    • Omissão de dados
  • Falácias com regras gerais
    • Falácia do acidente
    • Falácia inversa do acidente
  • Falácias causais
    • Post hoc
    • Efeito conjunto
    • Insignificância
    • Tomar o efeito pela causa
    • Causa complexa
  • Falhar o alvo
    • Petição de princípio
    • Conclusão irrelevante
    • Espantalho
  • Falácias da ambiguidade
    • Equívoco
    • Anfibologia
    • Ênfase
  • Erros categoriais
    • Falácia da composição
    • Falácia da divisão
  • Non sequitur
    • Falácia da afirmação da consequente
    • Falácia da negação da antecedente
    • Falácia da inconsistência
  • Falácias da explicação
    • Inventar factos
    • Distorcer factos
    • Irrefutabilidade
    • Âmbito limitado
    • Pouca profundidade
  • Erros de Definição
    • Definição demasiado lata
    • Definição demasiado restrita
    • Definição pouco clara
    • Definição circular
    • Definição contraditória

ÉTICA – ¨O Utilitarismo em Foco. Um Encontro com seus Proponentes e Críticos¨. MARIA CECÍLIA MARINGONI DE CARVALHO (ORG.)

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Uma das maiores satisfações minhas na internet é a de encontrar pessoas que eu julgava ‘escondidas’, em algum lugar do mundo, mas que eu não conseguiria mais ter notícias. Também, a de encontrar antigas e novas obras filosóficas, à mão, essas, que me dão tanto entusiasmo ao lê-las!!

Pois, há quinze dias atrás, tive o prazer de deparar-me com ¨UTILITARISMO EM FOCO – UM ENCONTRO COM SEUS PROPONENTES E CRÍTICOS¨ (Florianópolis, Editora da UFSC, 2007), organizado pela Profa. Maria Cecília Maringoni de Carvalho*, com quem eu aprendi o que sei sobre Lógica e Epistemologia, desde a graduação até o mestrado em Filosofia, na PUCCamp (1987-1993).

Completando vinte anos como Mestra, gostaria de deixar-lhe, Profa. Cecília, meus agradecimentos por esse livro que, obviamente, me enriquecerá ainda mais acerca do tema.

Ocorre-me agora comentar que, com alguma frequência, me lembro de K.Popper e do¨Problema da Indução¨; de falácias estudadas e,  principalmente, do dia em que me apresentara ao ¨MANIFIESTO HEDONISTA¨, de Esperanza Guisán, retirando-o de sua própria estante, época em que estivera lecionando em Campinas.SP. Esse livro, há que se dizer, modificou sobremaneira a minha trajetória acadêmica: conheci um novo país, fiz vári@s amig@s, deixei e trouxe muitas recordações.

Um forte abraço, meus cumprimentos e saudades!

¨Good things never grow old¨.

Maria Lúcia Dário

editora.ufsc.br/

editora.ufsc.br/

*http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/103739/maria-cecilia-maringoni-de-carvalho/